EPI para trabalho em altura: guia completo da NR-35

trabalhador em andaime de fachada — EPI para trabalho em altura NR-35

Dois metros. É a altura de uma escada comum, e já é suficiente para matar. O trabalho em altura está entre as maiores causas de acidentes fatais no Brasil, e quase sempre a queda acontece num serviço rápido, daqueles que “não precisa de cinto”. A NR-35 existe para acabar com esse “é rapidinho”. Neste guia, você vê quais EPIs são obrigatórios e como montar um sistema de proteção que realmente segura.

Em resumo

Quem você colocaria lá em cima hoje?

Pense no trabalhador que sobe no andaime amanhã cedo. Ele tem nome, tem filhos, tem planos para o fim de semana. O cinto, o talabarte e o ponto de ancoragem são as únicas coisas entre ele e o chão. Escolher bem esses equipamentos não é burocracia: é garantir que ele desça do mesmo jeito que subiu.

O que diz a NR-35 sobre EPIs?

A NR-35 determina que todo trabalhador em atividade acima de 2 metros use, no mínimo, cinto de segurança tipo paraquedista. A norma também exige que o sistema de proteção contra quedas seja definido por profissional habilitado e que o trabalhador receba treinamento antes de iniciar a atividade. A escolha dos EPIs segue as regras da NR-6.

Acima de 2 metros com risco de queda, o cinto paraquedista deixa de ser opcional: é exigência da NR-35.

Os 6 EPIs do trabalho em altura

1. Cinto paraquedista

Distribui a força do impacto pelo tronco e pelas coxas. Inspecione antes de cada uso e descarte após qualquer queda.

2. Talabarte

Liga o cinto ao ponto de ancoragem. O modelo em Y mantém o trabalhador sempre conectado na troca de ponto.

3. Trava-quedas

Bloqueia o deslocamento automaticamente na queda. Pode ser deslizante ou retrátil.

4. Mosquetão

Conector do sistema. Use modelos com trava automática, que não abrem por acidente.

5. Capacete com jugular

A jugular prende o capacete no queixo para que ele não se solte numa queda.

6. Luvas e calçados

Luvas para manusear cabos e calçado com solado antiderrapante.

Talabarte simples ou em Y?

Talabarte simples

Conecta a um único ponto. Deixa o trabalhador desprotegido no momento da troca de ancoragem.

Talabarte em Y (duplo)

Recomendado. Um lado fica sempre conectado enquanto o outro muda de ponto.

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Linha de vida: o EPC que completa o EPI

A linha de vida é um Equipamento de Proteção Coletiva que serve de ponto de ancoragem. Pela NR-35, ela deve ser projetada por profissional legalmente habilitado. Entenda a diferença entre EPI e EPC.

Treinamento NR-35 é obrigatório?

Sim. O treinamento deve ter:

Dica da SL EPI

Em deslocamentos horizontais, em que o trabalhador alterna pontos de ancoragem, prefira sempre o talabarte em Y com absorvedor de energia.

Perguntas frequentes

A partir de 2 metros do nível inferior, sempre que houver risco de queda.

Sim. Siga a validade do fabricante e do CA, inspecione antes de cada uso e descarte após qualquer queda.

A empresa, sem custo para o trabalhador, como determinam a NR-6 e a CLT.

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